Sobre Aquilo Que Eu Quero

Penso que deveria querer sempre mais. Não desejo que as coisas sejam normais todo o tempo. Quero aventura, emoção, quebrar a cara de vez em quando, fazer algo extraordinário, ser lembrado… Não quero uma vida perfeitinha de propaganda de margarina, quero os altos e baixos da vida real. Quero um amor que me conte histórias, ma faça rir, chorar. Quero errar pouco, acertar às vezes e me manter na média o resto do tempo. Quero gargalhar dos meus problemas, cair aos prantos ouvindo Chico, passar dias olhando pro teto e comendo brigadeiro de panela, só pra alimentar o ócio. Quero ser feliz, por menores que sejam os momentos em que isso ocorra, eu quero, e os guardarei pra sempre. Quero amigos sinceros e inimigos que saibam jogar. Quero viver tranquilamente e no futuro poder olhar pra trás orgulhoso e satisfeito do que fiz.

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Sobre o que já foi…

Era a ansia de um beijo, aperto forte no coração. Sentidos perturbados. Alteração da visão.  Mãos tremúlas. Desejo. Era querer mais que tudo e não poder ter. Era amar de forma tão absurda, de enlouquecer. Era contemplar o óbvio e em meus olhos tornar-se especial. Como se o comum já não existisse. Era sorrir, mesmo que triste. Sangrar no coração, machucar, magoar, mas não se perceber. Era grande, me tomava como que por completo, mas só era meu. Incorrespondido. Ignorado. Com o tempo tornou-se passado. O amor definhou, morreu, acabou!

Amor

É mais fácil escrever sobre o amor do que sentí-lo, eu sei e confirmo este pensamento meu a qualquer um que perguntar. Amor é coplicado, cheio de regras que, de verdade, inexistem. Cheio de altos e baixos. Hora se é feliz, hora se quer apenas chorar. É instável. Lhe enche de estranha confiança para, depois, torná-lo inseguro, frágil. É instável. Tranforma-lhe em bobo, tolo, tirá-lhe a noção, o tino, a percepção. É loucura. Porém é bom. Lhe mostra facetas escondidas nas mazelas da vida. É beleza. Prova que felicidade existe em pequenas coisas, atos. É sublime. Faz com que se esqueça do que se foi e que não queira pensar no que se é ou será. É torpor. Ensina como o tempo pode ser curto ou longo demais. É ansia. Sei que de fato é díficil sentí-lo, como disse, mas não abro mão disso. Nem por um segundo! Todos queremos amor, eu sou só mais um.

Minha forma de pensar

Por um segundo me deixei levar. Absorto estava e assim permaneci. Vi-me livre de pré-julgamentos feitos por mim de todos e qualquer um. Injustos, corretos, quem poderá afirmar algo ou simplesmente discordar? São idéias minhas, construídas em minha mente e mantidas lá, sem a intromissão de outrém.

É interessante essa capacidade de desligar-me do mundo, é como se por um tempo eu pudesse ser um pouco mais livre, insensato, um pouco mais descuidado… Não que eu exalte o descompromisso, apenas me obrigar a não ter obrigações me vale como válvula de escape. Afinal, para se ser são, momentos de loucura fazem-se necessários.

Do que senti…

Primeiro era mar, só pensei em me jogar na profunda imensidão azul. Não parei pra pensar ou ter medo, sabia, bem no fundo, que eu nao me afogaria.

Quando virou ar, tudo que eu queria era voar, deixar o vento me levar, sem pressa ou direção, sem preço ou condição, indo de encontro ao que o destino, sábio e maroto, havia de ter reservado pra mim. Eu sei que ele sempre tem algo pronto, preparado, esperando o momento certo de acontecer.

E com a terra me deparei, desatei a correr, livre, leve, com o vento a bater no rosto e o pensamento a vagar ao longe. Liberto. Incerto.

Mas quando foi o fogo que se instalou, ardi sem sentir dor. Confortei-me com o calor, nao reclamei, aceitei, amei, senti. De emoção até chorei, não sei se por mim ou por ti, apenas chorei.

Sentimentos são terras sem rei, donos ou lei. É da razão o abandono. É a entrega da vida na sua face mais limpa e vulnerável. É não ter escolha e mesmo assim se conformar com o que lhe é imposto.

Vivendo

Sempre fui mais meu do que do mundo. Fiz minhas escolhas sem perguntar a ninguém, sem dar explicação, pedir permissão. Chorei sozinho quando precisei, menti quando achei necessário, dividi com os outros apenas aquilo que tive vontade. Nunca gostei de palavras tortas, meias verdades, mas também não sou o maior amante da sinceridade. Faço por mim e por quem quiser me seguir. Sou do tipo intenso. Amo sem razão. Me entrego sem pensar. Não cálculo meus passos, viver é se arriscar, então, faço apenas minha parte.