Escrito

Eu olhei para ti e vi cores. Alegres, vibrantes, frias, quentes. Cores. Vi a chance de abandonar meu cinza habitual. Sair da monotonia em que me encontro há algum tempo. Eu olhei para ti e vi possibilidades. Um turbilhão de sentimentos em mim se passaram. Foi veloz e não tive onde me segurar, apenas fechei os olhos, me deixei levar. Olhei para ti e foi verão. Foi tão diferente, confortável. Tão fácil de se acostumar. Eu olhei para ti e vi que destino realmente existe. Que podemos modificá-lo a nosso modo, porém toda e qualquer curva caminha para um propósito único, propósito este que está escrito e é imutável e vi que o propósito do meu era cruzar o teu. Não há espera eterna, nem amor impossível de se alcançar, se até a lua quando chega a noite pode beijar o mar, acredite, eu também posso te encontrar.

Saudades

Ultimamente a saudade tem sido o sentimento mais presente em mim. Sinto falta de tudo, até de quem já fui. Sinto falta de quando tudo era mais fácil, eu pedia e tinha, eu chorava e logo vinham me consolar. Sinto saudades da boa relação que tinha com minha mãe, com meus amigos, com um antigo amor. Sinto saudades de passar horas na internet e de não ter que ser tão dedicado e comprometido. Sinto saudades da vida menos corrida e complicada. Sinto falta do tempo e de como ele sempre conspirava a meu favor. Sinto saudades de correr pela rua descalço, brincar de pique esconde com as crianças de perto de casa, de ser criança. Sinto saudades até de sentir saudade, se é que isso é possível. Tudo bem, até gosto que seja assim, sentir saudades não me deixa esquecer daquilo que um dia foi bom, então, apenas agradeço.

Sinto Muito

Sinto não ter sido tudo o que você sempre quis. Mesmo que eu tentasse, nunca poderia ser nada além do que sou. Sinto não ter sido forte o bastante por nós dois, não ter feito nada para remediar o fim. Sinto não ter dito tudo o que você gostaria de ouvir, não ter dito nem mesmo aquilo que se passava dentro de mim. Sinto não ter feito diferente, cedido um pouco mais, entendido um pouco mais, ouvido um pouco mais. Sou tão egoísta e infantil que às vezes acabo vendo apenas o meu lado. Sinto tanto ter visto você partir e não ter feito nada para impedir, não ter gritado seu nome, dito a você o quanto te amo e o quanto preciso de você aqui. Mas sei que já é tarde, mesmo admitindo meus erros, não há cura, não dá mais para voltarmos atrás. Não há mais eu e você, nem o que fazer, apenas posso sentir muito.

Vai Brasil!

Eu não sou o maior amante do futebol, longe disso, tenho um time só por ter por quem torcer, mas nem me pergunte o nome de um jogador. Confesso que sou desatento, aliás, desinteressado. Porém é na copa que mostro todo meu orgulho nacional. Vibro, choro, torço com toda minha devoção pela nossa seleção. Adoro a forma como todos se unem na esperança, ou expectativa de uma vitória. E a comemoração? Impagável. Amo os gritos, os sons, as buzinas, tudo aquilo que passo o ano tendo raiva se torna pelos 90 minutos de partida mais as horas que se seguem muito significantes para mim.  Sou brasileiro sim, apaixonado pelo time que nos representa e feliz por suas conquistas. Por isso hoje, e por todos os jogos que estão por vir, cá estarei eu, de dedos cruzados e coração palpitante, rezando pra avançarmos um pouco mais a frente. Vai Brasil!

Fiel A Mim

Sabe quando você não sabe mais o que quer? O que esperar da vida? Quando os sonhos parecem distantes e a realidade banal. Quando o tempo se arrasta tão lento que se pode ouvir a troca de minutos, medidos pelos insistentes tic tacs que torturam sem parar. Às vezes tudo que eu queria era sentar no colo da minha mãe e chorar, chorar como se estivesse lavando-me de dentro para fora, chorar até que não me restasse nada, nem dor, nem dúvida, nada apenas. É certo que tenho de ter autocontrole, mas tudo no mundo tende ao caos, então como posso exigir mais de mim? Não sou de ferro, sou de carne, ossos e erros. Tenho meus bons momentos, mas eles não são regras. Não posso ser indiferente ao que sinto, seria me trair e eu não quero isso, pelo menos este compromisso eu faço questão de honrar, o de ser para sempre fiel a mim mesmo.

Nascer do Sol

Paro muito poucas vezes para dar valor ao nascer do sol. Nem sempre lembro o quanto ele é belo e significativo. Acho que poucos lembram disso. Poucos percebem a infinidade de possibilidades contidas naqueles raios tímidos que vão suavemente banhando cidades inteiras, levando calor e anunciando que a vida continua. Raramente lembram que assim como o por do sol nos dá a certeza de dever cumprido o nascer dele nos possibilita tentar  fazer melhor. Nascem segundas chances, novas oportunidades para que aquele erro não seja cometido de novo. Acredito que todos deveriamos agradecer mais vezes pelo nascer do sol, tomar para si o calor contagiante e se aconchegar em meio as esperanças de que tudo pode, sim, melhorar.

Nem quero, não

Eu, que de passos errantes e tropeços aleatórios cheguei até aqui, já não sei bem para onde deveria ir. Eu que de tanto errar acabei por aprender mais do que julguei um dia necessário, já não sinto exatidão em meus atos, palavras, gestos. Eu que de tanto sonhar acabei por me desligar da realidade, por vezes não sei mais quem sou, se verdade ou ficção, sei não. Eu que de tanto me iludir jurei nunca mais amar, me encontro perdido e sem forças pra lutar. Meu coração, desobediente, insiste em ir contra minhas vontades, faz somente aquilo que quer, não vê obstáculo ou restrição, quer apenas se arriscar e eu sei que não posso impedi-lo, na verdade nem quero, não.

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