Meu blog

Fiquei muito tempo sem postar aqui. Deu saudades. O blog não é para mim como o fotolog, onde eu tinha necessidade de postar todos os dias, desespero por centenas de comentários, aflição por milhares de visitas… Não, o blog é mais meu, mais pessoal. Nele meu único compromisso é com o que sinto, com aquilo que acredito que devo por pra fora. Arrisco classificar como um exercício mais sensível da minha habilidade de escrita, que boa ou não, aqui sai mais leve, mais livre. É a minha forma de extravasar. Diferente do trabalho, do qual até gosto, mas que escrevo por obrigação sobre coisas que nem sempre domino. Diferente da faculdade, onde a prática se resume a escrever bem sobre os temas que agradam aos professores para que as notas recebidas agradem a mim.  Aqui sou apenas eu escrevendo sobre o que sei da vida, sobre o que vivi, sobre o que penso saber ou que ainda saberei. São textos que me mostram na íntegra, com todas as minhas dúvidas, todas as minhas verdades. São os resultados das experiências que tive, dos meus sonhos, meus planos. Apenas eu escrevendo sobre mim.

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Nosso romance

Na escuridão infindável eu te senti. À fúria incontrolável dos teus lábios, cedi. Com lágrimas nos olhos e sem muito pensar, pouco a pouco me deixei levar. Perdi-me ao te encontrar. Como em um grande clichê de romance barato que aspira tornar-se épico. Remoendo dramas, entre soluços e declarações. O temor da perda. A inocência da conquista. Dois corações. Eu gostei dos teus olhos. Gostei de vê-los olhando pra mim, fixos em mim. Como se me lessem. Como se vissem o que há por dentro. Como se passassem além corpo, percorressem a alma, mas a procura do que? Eu não sei. Só sei que na escuridão infindável eu te senti. Busquei a ti e tu viestes a mim. De peito aberto, sem pré-requisitos a serem cumpridos. Puros. Prontos. Amando mesmo que o amanhã no resevarsse o iminente fim. Foi sim.