Eu não sei, não!

Eu não escrevo mais, não sem o pretexto da obrigação. Não tenho mais tempo para a livre e espontânea vontade. Tenho abandonado a minha liberdade. De expressão ou vocação, daquilo ou disso, já não entendo, não. Já não me entendo mais. Sou somente aquilo que tenho de ser, sem personalidade, sem eu, individual ou lírico, sem mim. E o resto se desfaz. Sem nós, por que não (?), matou-se a voz, congelou-se o coração. A poesia se perde junto à inspiração. Sei não. A prosa não quer mais conversa comigo, nem com os dedos e nem com os pensamentos. Sei não. A crônica perdeu seu efeito. Sei não. Adeus! digo aos sonetos, que de perfeitos restam agora em solidão. Sei não e por não saber mantenho-me calado. Sem consentir, porém, com as afirmações que venham se impor como minhas ou a meu respeito. Se desta boca não se proferir, então, estás a mentir. E tenho dito!

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