Me sinto vazio. Em meio a multidão me sinto sozinho. Perdido junto aos escudos que criei, barreiras intransponíveis estabelecidas tão simplesmente para resguardarem a minha insegurança, porque me assusta pensar que estou exposto. Não quero piedade, nem mesmo atenção. Não quero olhos me devorarem sem que me conheçam. Eu busco o exílio da solidão por conta própria. Sem expectativas, sem decepção. Sem tristezas ou grandes perdas. Só.

Quando eu voltar…

Sinto muito, mas eu hei de partir
Sabes que não sou de ficar, então eu tenho de ir
Até acho que me demorei demais por aqui
Talvez tenha sido por causa de ti

Por um tempo fiz de ti meu sol
Fiz da tua casa minha morada
Quis-te por perto, minha namorada
Mas agora me vou

Acredite-me pequena, não faço por mal
Mas ficar tanto assim, para mim não é normal
Minha sina é andar, caminhar por aí
Mas nada impede que eu um dia volte aqui

Preste-me bastante atenção
Estou partindo, mas não é para sempre, não
Deixo contigo o meu coração
E logo venho resolver nossa questão

E quando eu voltar
Espere-me no portão
Chegarei com um sorriso nos lábios
E rosas na mão

De destino selado
Um beijo, um abraço
Por segundos demorados
Minha eternidade estará ao seu lado

Foi sim…

Eu te senti. À fúria incontrolável dos teus lábios, cedi. Com lágrimas nos olhos e sem muito pensar, pouco a pouco me deixei levar. Perdi-me ao te encontrar. Como em um grande clichê de romance barato que aspira tornar-se épico. Remoendo dramas, entre soluços e declarações. O temor da perda. A inocência da conquista. Dois corações. Eu gostei dos teus olhos. Gostei de vê-los olhando pra mim, fixos em mim. Como se me lessem. Como se vissem o que há por dentro. Como se passassem além corpo, percorressem a alma, mas a procura do que? Eu não sei. Só sei que eu te senti. Busquei a ti e vieste a mim. De peito aberto, sem pré-requisitos a serem cumpridos. Puros. Prontos. Amando mesmo que o amanhã nos reservasse um iminente fim. Foi sim.

Eu não sei, não!

Eu não escrevo mais, não sem o pretexto da obrigação. Não tenho mais tempo para a livre e espontânea vontade. Tenho abandonado a minha liberdade. De expressão ou vocação, daquilo ou disso, já não entendo, não. Já não me entendo mais. Sou somente aquilo que tenho de ser, sem personalidade, sem eu, individual ou lírico, sem mim. E o resto se desfaz. Sem nós, por que não (?), matou-se a voz, congelou-se o coração. A poesia se perde junto à inspiração. Sei não. A prosa não quer mais conversa comigo, nem com os dedos e nem com os pensamentos. Sei não. A crônica perdeu seu efeito. Sei não. Adeus! digo aos sonetos, que de perfeitos restam agora em solidão. Sei não e por não saber mantenho-me calado. Sem consentir, porém, com as afirmações que venham se impor como minhas ou a meu respeito. Se desta boca não se proferir, então, estás a mentir. E tenho dito!

Para Cézar

Uma curta notícia e o chão sumiu. Onde era calor restou o frio. O mundo se tornou um lugar mais vazio. A perda é facilmente sentida, ela se faz notar a cada momento, a cada lembrança. É triste! Vou sentir falta dos teus sorrisos e de como sempre tentava me deixar alegre. Vou sentir falta de falar contigo e sentir verdade em cada uma das tuas palavras. Isso é tão raro. Vou sentir falta do olhar compreensivo, do abraço amigo. Vou sentir falta de tudo aquilo que tu fostes para mim. A vida nem sempre é justa, mas são das maiores decepções que tiramos a força necessária para seguir em frente. Sinto que mais uma estrela passa a brilhar agora. Vá em paz meu amado amigo, o céu agora é teu lar.

Meu blog

Fiquei muito tempo sem postar aqui. Deu saudades. O blog não é para mim como o fotolog, onde eu tinha necessidade de postar todos os dias, desespero por centenas de comentários, aflição por milhares de visitas… Não, o blog é mais meu, mais pessoal. Nele meu único compromisso é com o que sinto, com aquilo que acredito que devo por pra fora. Arrisco classificar como um exercício mais sensível da minha habilidade de escrita, que boa ou não, aqui sai mais leve, mais livre. É a minha forma de extravasar. Diferente do trabalho, do qual até gosto, mas que escrevo por obrigação sobre coisas que nem sempre domino. Diferente da faculdade, onde a prática se resume a escrever bem sobre os temas que agradam aos professores para que as notas recebidas agradem a mim.  Aqui sou apenas eu escrevendo sobre o que sei da vida, sobre o que vivi, sobre o que penso saber ou que ainda saberei. São textos que me mostram na íntegra, com todas as minhas dúvidas, todas as minhas verdades. São os resultados das experiências que tive, dos meus sonhos, meus planos. Apenas eu escrevendo sobre mim.

Nosso romance

Na escuridão infindável eu te senti. À fúria incontrolável dos teus lábios, cedi. Com lágrimas nos olhos e sem muito pensar, pouco a pouco me deixei levar. Perdi-me ao te encontrar. Como em um grande clichê de romance barato que aspira tornar-se épico. Remoendo dramas, entre soluços e declarações. O temor da perda. A inocência da conquista. Dois corações. Eu gostei dos teus olhos. Gostei de vê-los olhando pra mim, fixos em mim. Como se me lessem. Como se vissem o que há por dentro. Como se passassem além corpo, percorressem a alma, mas a procura do que? Eu não sei. Só sei que na escuridão infindável eu te senti. Busquei a ti e tu viestes a mim. De peito aberto, sem pré-requisitos a serem cumpridos. Puros. Prontos. Amando mesmo que o amanhã no resevarsse o iminente fim. Foi sim.

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